47% dos consumidores brasileiros devem comprar presente de Natal para si mesmos, aponta SPC Brasil

Andre Borges/Agência Brasília

Comprar presentes é um hábito para muitos brasileiros durante o Natal. Entretanto, acertar no produto que você vai dar para outra pessoa (e vice-versa) pode ser um desafio. Para contornar esse “problema”, uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 47% dos consumidores brasileiros vão presentear a si mesmos este ano – desse total, 53% são mulheres.

A prática é justificada pelos entrevistados principalmente pela oportunidade de se presentear comprando coisas de que precisam (46%, com aumento de 6,9 pontos porcentuais em relação ao índice apurado em 2016) e pelo sentimento de merecimento (39%). Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), que administra o SPC na capital, todos saem ganhando. “Comprar o próprio presente diminui as trocas de produtos, que ocorrem quando você não gosta daquele item, ou ele não lhe serve, o que é bom para o comércio e para o consumidor, que tem mais comodidade”, explica José Carlos Magalhães Pinto.

A intenção de compra é de dois presentes para si mesmo, com tíquete médio de R$ 155,84 cada um. No total, os consumidores que vão se presentear e já definiram um valor gastarão em torno de R$ 332 – outros 46% ainda não sabem quanto vão gastar. Os itens mais desejados são roupas (54%), calçados (34%), perfumes e cosméticos (25%) e celulares/smartphones (17%).

O presidente da CDL-DF afirma que Brasília está preparada para essa demanda. “Os lojistas aumentaram o estoque, já que desde setembro surgiu a expectativa de melhora econômica, na comparação com o cenário do ano passado”, afirma.

Segundo o empresário, comprar presentes para si mesmo também indica que as pessoas têm dinheiro para gastar, já que não se trata de uma obrigação – ainda mais agora que o País começa a sair da crise e os consumidores estão evitando contrair novas dívidas por darem mais valor ao dinheiro. “No DF, o tíquete médio gasto com o próprio presente pode ser ainda maior, já que temos um poder aquisitivo mais elevado”, argumenta.

 

Metodologia

As entrevistas se dividiram em duas partes. Inicialmente foram ouvidos 1.632 consumidores nas 27 capitais para identificar o porcentual de quem pretendia ir às compras no Natal, e, depois, a partir de 600 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 2,4 e 4,0 pontos porcentuais, respectivamente, para uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em: https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

15 de dezembro de 2017