A era dos humanos geneticamente modificados começou

Por Gustavo Torquato

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon  manipularam com sucesso um embrião humano pela primeira vez nos EUA. A descoberta dá início a uma nova era na evolução humana, onde a hereditariedade natural é substituída por humanos modificados geneticamente.

Deixando o catastrofismo da ficção científica de lado, a era da manipulação do DNA em humanos nos leva a vislumbrar a erradicação de doenças genéticas, a otimização de funções biológicas, além de proporcionar nova agilidade no campo da pesquisa biomédica.

Esforços de outros países, como a China, também demonstraram sucesso utilizando a técnica para outros fins, mas pela primeira vez, a equipe dirigida por Shoukhrat Mitalipov manipulou um embrião corrigindo defeitos congênitos sem introduzir falhas no genoma que os tornassem inviáveis.

No entanto, vale ressaltar que, por questões legais, nenhum dos embriões testados na pesquisa estadunidense desenvolveu-se além de poucos dias e foram manipulados fora de um útero.

O potencial da ferramenta CRISPR – Agrupados de Curtas Repetições Palindrômicas Regularmente Interespaçadas, em tradução do inglês –, utilizada nas pesquisas citadas, é inegável. E como diversos países com legislações mais frouxas relataram pesquisas utilizando a mesma tecnologia, a discussão agora gira em torno da regulamentação da técnica, visto que o passo em direção a um futuro povoado por “super-humanos” é irreversível.

Confira vídeo (em inglês) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla original), que divulgou a descoberta, a respeito da técnica revolucionária:

30 de julho de 2017