Alimentos industrializados são uma bomba de toxinas

Por Luciana Battella

Comece comendo comida de verdade, ou seja, reduza ao máximo o consumo de alimentos industrializados. Por quê?

Produtos industrializados apresentam em sua composição (rótulo) conservantes, corantes, acidulantes, açúcar ou adoçantes. Tudo isso, nosso corpo reconhece como toxina, e, precisaremos excretar para que não traga maiores prejuízos à saúde. O processo de excreção de toxina é denominado destoxificação.

Quase toda toxina é solúvel em gordura e as armazenamos no tecido adiposo e no fígado, principal órgão envolvido no processo de destoxificação. Esse processo é complexo e necessita de grande quantidade de nutrientes para que seja eficiente. Didaticamente o processo de desintoxicação é dividido em três fases:

  • A primeira fase do processo acontece pelas enzimas critocromo P450, através de reações de oxidação e redução, com o objetivo de iniciar o processo de transformar as toxinas em substância hidrossolúveis, ou seja, solúveis em água. Essas reações necessitam de vários nutrientes como aminoácidos de cadeia ramificada (encontrados em fontes proteicas como carne, ovos) e colina (presente na gema de ovo), molibdênio (presente em grãos, carnes, verduras e legumes), flavonoides (fitoquímico presente em alguns alimentos como verduras, legumes e frutas) e as vitaminas B2, B1, B6, B9, B12 (presentes em carnes, ovos, cereais integrais, sementes, oleaginosas). Dessa maneira, haverá a formação de metabólitos intermediários reativos que funcionam como radicais livres (oxidantes que em excesso geram danos secundários como lesão de membranas das células, mutações genéticas, inativação de enzimas e mau funcionamento corporal), portanto, para andamento correto do processo, haverá necessidade metabólica de substâncias antioxidantes como carotenos (presentes nos vegetais amarelos e vermelhos), vitamina C (presente em frutas cítricas, como kiwi, acerola, goiaba), selênio (presente na castanha do Pará), zinco (presente em castanhas, sementes e cereais integrais), vitamina E (presente nas oleaginosas), coenzima Q 10 (presente na sardinha) e tióis (encontradas no alho, cebola e brássicas como brócolis, repolho, rúcula), entre outros nutrientes.

  • A segunda fase do processo consiste em transformar os metabólitos intermediários produzidos na fase um em substâncias solúveis em água através de rotas de conjugação. Essa transformação necessita de nutrientes como a vitamina B5 (presente em alimentos como fígado, cogumelos, batata doce, peixes, ovos, abacate), flavonoides e aminoácidos como glicina (presente em ovos, peixes, carnes), taurina (produzida pelo fígado a partir de cisteína, metionina e vitamina B6), N-acetilcisteína, cisteína (como carnes, aves, ovos, peixes, semente de girassol, nozes), metionina (ovos, carnes, aves, peixes, castanha do Pará).

  • A fase três se resume em associar as toxinas transformadas em substâncias hidrossolúveis aos principais meios de excreção: urina (através da filtração glomerular – rim), fezes (através da enzima digestiva bile), suor (através da derme) e, em mulheres em lactação, através do leite materno.

Portanto, o consumo de produtos alimentícios ou produtos industrializados, aumentará a carga de toxinas ingeridas o que fará necessária a requisição dos nutrientes acima citados para desintoxicação, ou seja, o nutriente deixará de garantir usa função metabólica primária ao ser desviado para o processo de desintoxicação.

E assim, produtos industrializados contribuem para um processo de desnutrição e desequilíbrio metabólico. Procure descascar mais e desembalar menos, ou seja, coma comida de verdade, assim, você garantirá adequado aporte de nutrientes para manutenção e recuperação de sua saúde.

27 de outubro de 2017