Corrida aos postos lembra época de inflação alta. Temer diz que povo vai compreender

Terror dos consumidores nas décadas de nas décadas de 1980 e início da de 1980, o aumento no preço dos combustíveis em índices consideráveis  voltou a assustar o brasileiro nos últimos dias. E junto com este medo ressurgiram as pavorosas filas de carros para abastecer e fugir, pelo menos mais uma vez, do reajuste da gasolina, do diesel e do álcool hidratado. Tudo por conta do aumento das alíquotas do PIS Cofins anunciado ontem pelo Governo Federal e que poderá fazer com que o litro da gasolina suba até 41 centavos para o consumidor.

Desde o final da tarde de ontem formavam-se filas nos postos que ainda vendiam gasolina em torno de 3 reais o litro, mas alguns estabelecimentos já cobravam até R$ 3,65 pelo produto. Na manhã desta sexta ainda é possível encontrar o combustível sem o reajuste provocado crescimento da carga tributária, mas o preço extra será a paciência dos motoristas para enfrentar as filas nas bombas de abastecimento.

Enquanto isso, em viagem à Argentina, o  presidente Michel Temer, ao falar sobre o assun to  disse  acreditar que a população compreenderá a medida. “A população vai compreender porque este é um governo que não mente, não dá dados falsos. É um governo verdadeiro, então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende”, afirmou.

Entidades empresariais como a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) criticaram fortemente a decisão do governo de aumentar o preço dos combustíveis. Para a Fiesp, a medida terá impacto negativo sobre a inflação e que o Governo deveria promover cortes nas despesas com pessoal. Já a Ordem dos Advogados do Brasil também manifestou-se contrária ao reajuste e lembrou que o Governo poderia ter economizado, por exemplo, evitando a liberação de bilhões de reais para as emendas parlamentares.

O decreto determinando o aumento está publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. A alíquota subirá de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passará de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentará para R$ 0,1964.

Redação Extrapauta , com informações da Agência Brasil

21 de julho de 2017