DF da Classe Laser Standard e 4.7 já têm os seus campeões

Por Rogério Sampaio

Em um dos mais disputados campeonatos do DF da Flotilha Laser Brasília, disputado na Raia Norte entre os dias 29 e 30/06 e 6 e 7/07, organizado pelo Clube da Aeronáutica de Brasília – CAER, Bruno Lóssio, do Iate Clube de Brasília – ICB e Juliana Seixas, também do ICB, tornaram-se campeões do DF, respectivamente nas Classes Standard e 4.7. Os resultados completos podem ser obtidos acessando o site sarweb.com.br .

O campeonato teve 28 barcos inscritos e que puderam desfrutar, nos dois fins de semanas de competição, de excelentes condições de velejada, com ventos alternando entre médios e fortes, com muitas variações, como no último fim de semana quando prevaleceu um inusitado (para a época do ano) sul/sudoeste, o que elevou ainda mais o nível técnico do campeonato.

A volta do Clube da Aeronáutica ao circuito oficial de vela foi muito celebrado, tanto pelos velejadores, quanto pela FNB e clubes coirmãos.  E o retorno foi em alto estilo, com uma organização competente, tendo à frente Erick Santos, Diretor de Náutica; Gregore Diácolo, Vice-Diretor de Náutica e Felipe Bombarda, Sub-Diretor de Vela.

“O CAER fica orgulhoso por ter contribuído, dentro de suas limitações, nesse evento. Foi um trabalho de equipe excepcional envolvendo vários clubes, administradores, marinheiros, equipamentos e especialistas. Coordenação e cooperação foram pontos cruciais. Parabéns a todos que içaram velas juntos nesse evento”, destacou Erick Santos.

Celina Mariano, 2ª Vice-Comodoro do Iate clube de Brasília, Em que colaborou na organização do evento através da cessão de marinheiro, bote e Comissão de Regata, também festejou o retorno do CAER ao circuito. “Parabéns ao CAER pelo trabalho realizado e também pelo prazer de ver a Flotilha Laser Brasília se revitalizando em alto nível”, disse.

Prova dessa revitalização é que, segundo o ranking da Associação Brasileiro da Classe Laser – ABCL, o primeiro colocado na Classe Standard é o velejador do CAER e capitão da flotilha Laser, Ian Mckee, um dos principais responsáveis pelo reerguimento da Classe em Brasília. Outra grata surpresa foi a presença da velejadora Júlia Vilas Boas Sampaio, do Iate Clube de Brasília, em 8º lugar geral e 3º  na categoria sub-16 no ranking da Classe Laser 4.7. Júlia não participou do DF de 4.7 pois na mesma data disputava a Semana Internacional de Vela de Ilha Bela, Classes Monotipos.

“O que vale é ver uma flotilha grande, competitiva, de diversos níveis, gente nova, gente mais experiente e clubes trabalhando juntos para fazer um evento acontecer.  Sinto que podemos ter a flotilha mais forte do país.  Mais importante que isso, a flotilha mais bacana do país”, exalta Ian Mckee.

Classe Laser domina o calendário Classe náutico de 2019 em Brasília

O lago Paranoá possui um dos mais alentados calendários náuticos do País, entre regatas festivas e oficiais. E dentro desse calendário, principalmente neste ano de 2019, a Classe Laser Brasília deu repetidas mostras de força, união, nível técnico e organização.

Essa atuação da flotilha, também em anos anteriores, foi de fundamental importância para que Brasília fosse indicada para receber o Campeonato Brasileiro da Classe Laser Standard, Radial e 4.7, em janeiro de 2020, com organização do Iate de Brasília.

E para que os laseristas candangos cheguem a todo pano no Brasileiro de 2020 no lago Paranoá, os eventos deste segundo semestre vão ajudar e muito. Em julho teremos a semana de Vela Jovem de Brasília (15 a 18/7); Campeonato Centro-Oeste da Classe Laser (18 a 21/7), cuja expectativa é que participem mais de 60 velejadores de vários estados do Brasil, já que o torneio vale como a 2ª Seletiva para os Mundiais da Associação Internacional da Classe Laser (ILCA).; Copa Master de Laser Brasília (24 a 25/8), Copa da Juventude em novembro e, finalizando o ano, a realização do Torneio Pré-Brasileiro da Classe Laser em dezembro. Uma agenda e tanto!

Clube da Vela

Um exemplo, de fortalecimento da vela, dos eventos náuticos e das flotilhas, como a Classe Laser Brasília, passa necessariamente por um reposicionamento nas ações de formação de velejadores e revitalização da infraestrutura náutica dos clubes.

Esse é caso do CAER que desde a mudança da diretoria náutica em 2013, resolveu dar uma maior atenção a um projeto náutico específico para o clube. O CAER, de certa forma, sempre esteve presente no cenário náutico brasiliense, principalmente na realização de duas regatas festivas muito tradicionais, como a do Dia do Aviador e a Regata 24 Horas, considerada uma das maiores regatas do mundo realizadas em águas abrigadas e que será realizada neste próximo fim de semana. Além disso, velejadores do clube participam regularmente das competições realizadas pela FNB e demais clubes, principalmente nas Classes de Vela Oceânica.

“Quando houve a mudança da Diretoria Náutica do clube, percebemos a pouca participação dos mais jovens tanto na participação em regatas, quanto na prática da vela como lazer. Feita esta constatação e tendo como exemplo a iniciativa de outros clubes, resolvemos implantar um processo de revitalização e formação de novos velejadores, destinado aos associados, jovens e adultos, com foco também voltado para o ensino das boas práticas de marinharia, ética e companheirismo, valores que a vela, principalmente como esporte, ajuda a agregar mais intensivamente ao caráter de seus praticantes, principalmente nos mais jovens”, explica Diácolo.

Para conseguir atrair esse público, o clube se propôs facilitar o acesso ao lago, disponibilizando a frota de veleiros monotipos do Clube de Vela, composta por dois Lasers, três Dingues, um Hobbie Cat 14, dois Stars, um Snipe e cinco Optmists.

Hoje o Clube de Vela possui trinta associados, que pagam R$ 30,00/mês, e têm acesso irrestrito ao lago, sem maiores preocupações no que diz respeito a infraestrutura que envolve a manutenção de um barco próprio. Esse tipo de estímulo e facilitação, possibilita a ampliação o número de associados, bem como a ampliação do número de embarcações, entende a diretoria de náutica do CAER.

“Outra coisa importante que notamos é a formação de um ciclo virtuoso, ou seja, a pessoa começa no curso de formação, onde aprende o básico para velejar. Daí o caminho natural para continuar praticando o esporte é a adesão ao Clube da Vela. Por fim, como vimos acontecer aqui no clube, o sujeito que começou, talvez despretensiosamente, um curso de vela, acaba comprando o seu próprio barco, seja ele monotipo ou cabinado”, reforça o vice-diretor de náutica.

Esse ciclo acaba trazendo uma séria de benefícios não só ao associado como ao próprio clube. Um exemplo de estímulo que o clube oferece aos seus velejadores que participam de regatas da Federação Náutica de Brasília, um desconto de 25% na taxa de hangaragem no mês subsequente. E caso ele conquiste o primeiro lugar na classe dele, fica isento da taxa no mês seguinte.

“Nosso objetivo maior é não deixar a prática da vela acabar no âmbito do nosso clube e nesse contexto possamos contribuir para o crescimento da vela como um todo”, conclui Diácolo.

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10 de julho de 2019


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