Distritais querem acesso a contratos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde

Os deputados distritais cobraram do diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde, Francisco Araújo, informações detalhadas sobre a contratação de pessoal e de empresas prestadoras de serviço durante reunião na presidência da CLDF na última quinta-feira (14). Araújo responde atualmente pela gestão do Instituto Hospital de Base (IHB), do Hospital de Santa Maria e de seis unidades de Pronto-Atendimento (UPAs).

Ele sugeriu uma reunião técnica para responder aos vários questionamentos feitos pelos doze deputados que participaram da reunião a fim de evitar “respostas superficiais”. Adiantou que os salários de todos os servidores estão disponíveis no site do Instituto, inclusive dos diretores. Contudo, não soube precisar quando estarão disponíveis para consulta pública os contratos com empresas e os contratos para compra de medicamentos e outros insumos de saúde. O presidente da CLDF, deputado Rafael Prudente (MDB), reforçou que as indagações feitas pelos parlamentares demonstram uma forte preocupação com a transparência desses contratos e cobrou relatórios com justificativas para as demais interpelações, especialmente sobre onde e como funcionará o instituto, quais os critérios para seleção de pessoal nas unidades de saúde, bem como plano de trabalho e planilhas de custos do sistema.

Petição de miséria – Acompanhado por equipe técnica, Francisco Araújo relatou aos deputados a situação do Hospital de Santa Maria e das UPAS, as quais, segundo ele, estão em “petição de miséria”. Disse que não há condições satisfatórias de trabalho em diversas unidades hospitalares, sendo que em muitas não existe sequer manutenção dos extintores de incêndio desde 2015.

Ainda de acordo com o diretor, nem a atenção primária, voltada à prevenção; nem a secundária, a especializações e nem terciária, à emergência estão funcionando de modo adequado. “A situação está sangrando”, reiterou, ao externar a necessidade de “mobilizar uma força de trabalho para mudar essa realidade”. Rafael Prudente argumentou que qualquer gestor, ao assumir um órgão, “assume também os seus problemas” e pediu um cronograma de resoluções.

 

Com informações da Comunicação Social da Câmara Legislativa

18 de fevereiro de 2019