E vamos nós para mais um período de festas de final de ano!

Por André Pontes

Não sei vocês, mas a quantidade de confraternizações que tive nessas últimas duas semanas foi um exagero. Será só uma prévia do que vem no Ano Novo? Descobriremos em breve!

Juntamente com o Carnaval, as festas de fim de ano são o período em que mais se consome bebidas alcoólicas. Esse consumo tem um preço, e vamos tratar desse assunto na nossa conversa de hoje.

O consumo de álcool tem um grande componente social para os brasileiros, quando as pessoas se reúnem para beber e confraternizar. O que muita gente esquece é que o corpo acaba pagando o preço por isso. Esse preço se torna maior quando consideramos a quantidade ingerida de álcool, o tipo de bebida e a regularidade com que bebemos. Quantidades pequenas todos os dias de vinho, por exemplo, têm efeitos diferentes de quantidades de bebidas destiladas como whisky ou vodca.

Sabemos que cada organismo reage de forma diferente a diferentes tipos e quantidades de bebidas, mas podemos citar algumas quantidades para que sirvam de referência:

Bebidas leves como cerveja e vinho: uma a duas porções (150 a 250 ml) por dia, 3 a 4 vezes por semana
Destilados, como whisky, vodca ou cachaça: uma dose (50 ml) por dia, 3 a 4 vezes por semana
Para definição: consumo agudo de álcool é a ingestão de 3 a 4 vezes mais que as quantidades mínimas em um único dia.
Esses valores são referências e têm um certo consenso na comunidade científica.

Nessa época de muitas confraternizações, o bom-senso é recomendável para evitar o que chamamos de efeito ressaca – algumas pessoas sabem exatamente como é a sensação e estar “estragado” no dia seguinte.

Esse efeito vem principalmente (mas não exclusivamente) da perda de eletrólitos e do desequilíbrio hídrico, causado pela alteração da função dos rins. O fígado também sofre bastante enquanto responsável por metabolizar todo o álcool ingerido. As mulheres ainda têm um agravante: as toxinas se acumulam entre a pele e a camada de gordura logo abaixo, piorando bastante o efeito “casca de laranja” das celulites.

O consumo agudo de álcool não combina, de forma alguma, com atividades físicas. Os exercícios ficam prejudicados tanto no quesito força e coordenação motora quanto no desempenho aeróbio. Os músculos terão muita dificuldade em captar glicose, que além de tudo isso também tem sua concentração menor por causa do que foi exigido do fígado; as deficiências nutricionais também ocorrem e são um pouco mais duradouras – até 7 dias após o consumo agudo. Enfim, o estrago é grande.

Em meio a tudo isso, há algumas notícias boas:

Se o consumo agudo é esporádico, geralmente você se recuperará após cerca de 48 horas;
Se o consumo é baixo ou moderado, você não terá efeito ressaca e ainda poderá obter alguns benefícios, como relaxamento, prevenção de insônia e leves melhorias vasculares;
Se o consumo for de vinho tinto de boa qualidade e em quantidades baixas ou moderadas, você também terá o benefício do resveratrol, um potente antioxidante que, comprovadamente, traz diversos benefícios à saúde.
Aproveito esse final para desejar a todos os leitores um excelente final de ano e que 2019 venha recheado de atividades físicas, boa alimentação e boa saúde, sem deixar de curtir a vida. Afinal, todos merecemos nos divertir!

Peguem leve e divirtam-se. Mens sana in corpore sano! Até 2019!

E vamos nós para mais um período de festas de final de ano! Não sei vocês, mas a quantidade de confraternizações que tive nessas últimas duas semanas foi um exagero. Será só uma prévia do que vem no Ano Novo? Descobriremos em breve!

Juntamente com o Carnaval, as festas de fim de ano são o período em que mais se consome bebidas alcoólicas. Esse consumo tem um preço, e vamos tratar desse assunto na nossa conversa de hoje.

O consumo de álcool tem um grande componente social para os brasileiros, quando as pessoas se reúnem para beber e confraternizar. O que muita gente esquece é que o corpo acaba pagando o preço por isso. Esse preço se torna maior quando consideramos a quantidade ingerida de álcool, o tipo de bebida e a regularidade com que bebemos. Quantidades pequenas todos os dias de vinho, por exemplo, têm efeitos diferentes de quantidades de bebidas destiladas como whisky ou vodca.

Sabemos que cada organismo reage de forma diferente a diferentes tipos e quantidades de bebidas, mas podemos citar algumas quantidades para que sirvam de referência:

Bebidas leves como cerveja e vinho: uma a duas porções (150 a 250 ml) por dia, 3 a 4 vezes por semana
Destilados, como whisky, vodca ou cachaça: uma dose (50 ml) por dia, 3 a 4 vezes por semana
Para definição: consumo agudo de álcool é a ingestão de 3 a 4 vezes mais que as quantidades mínimas em um único dia.
Esses valores são referências e têm um certo consenso na comunidade científica.

Nessa época de muitas confraternizações, o bom-senso é recomendável para evitar o que chamamos de efeito ressaca – algumas pessoas sabem exatamente como é a sensação e estar “estragado” no dia seguinte.

Esse efeito vem principalmente (mas não exclusivamente) da perda de eletrólitos e do desequilíbrio hídrico, causado pela alteração da função dos rins. O fígado também sofre bastante enquanto responsável por metabolizar todo o álcool ingerido. As mulheres ainda têm um agravante: as toxinas se acumulam entre a pele e a camada de gordura logo abaixo, piorando bastante o efeito “casca de laranja” das celulites.

O consumo agudo de álcool não combina, de forma alguma, com atividades físicas. Os exercícios ficam prejudicados tanto no quesito força e coordenação motora quanto no desempenho aeróbio. Os músculos terão muita dificuldade em captar glicose, que além de tudo isso também tem sua concentração menor por causa do que foi exigido do fígado; as deficiências nutricionais também ocorrem e são um pouco mais duradouras – até 7 dias após o consumo agudo. Enfim, o estrago é grande.

Em meio a tudo isso, há algumas notícias boas:

1 – Se o consumo agudo é esporádico, geralmente você se recuperará após cerca de 48 horas;

2 – Se o consumo é baixo ou moderado, você não terá efeito ressaca e ainda poderá obter alguns benefícios, como relaxamento, prevenção de insônia e leves melhorias vasculares;

3 – Se o consumo for de vinho tinto de boa qualidade e em quantidades baixas ou moderadas, você também terá o benefício do resveratrol, um potente antioxidante que, comprovadamente, traz diversos benefícios à saúde.

Aproveito esse final para desejar a todos os leitores um excelente final de ano e que 2019 venha recheado de atividades físicas, boa alimentação e boa saúde, sem deixar de curtir a vida. Afinal, todos merecemos nos divertir!

Peguem leve e divirtam-se. Mens sana in corpore sano! Até 2019!

29 de dezembro de 2018