Economia nacional e ações do GDF são temas de pronunciamentos na sessão ordinária da Câmara Legislativa

O deputado Chico Vigilante destacou o aumento de 4% gasolina nos postos do DF

A disparada do dólar e suas implicações no dia a dia dos brasileiros foram tema de pronunciamentos na sessão ordinária da Câmara Legislativa nesta última quarta-feira (27). O deputado Chico Vigilante (PT), ao abordar o assunto, disse que “muita gente há de pensar que não tem nada a ver com isso”, chamando a atenção, em seguida, para os aumentos que vêm juntos com a subida da moeda americana. “O pãozinho, que depende do trigo importado; os medicamentos, cujos insumos provêm do exterior, deverão ser impactados. A gasolina subiu hoje mais 4%”, listou. Para o distrital, “é preciso que os cidadãos acordem para a realidade que o país está vivendo”.

Em aparte, o deputado Agaciel Maia (PL) acrescentou que não é necessário ser economista para saber que a alta da moeda estrangeira “é muito ruim para os assalariados”. Também assinalou que o reajuste dos combustíveis puxa os demais preços para cima. “Até o Natal, teremos produtos com preços elevados, mas não serão só artigos de luxo. Com o dólar em alta, os empresários vão querer exportar e a oferta no mercado interno ficará restrita”, observou, exemplificando com o aumento na carne bovina.

Balanço – Enquanto seus colegas trataram de tema da conjuntura nacional, o deputado Leandro Grass (Rede) subiu à tribuna para “fazer um balanço” sobre as ações do Governo do Distrito Federal ao longo deste ano. O parlamentar destacou que as contas públicas – mesmo com a adoção de cortes em diversas áreas, como o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e a assistência social, por exemplo – terão um déficit de R$ 800 milhões.

Por outro lado, notou o parlamentar, o GDF criou secretarias, “que ainda não disseram a que vieram”, e também novos cargos. Ele reclamou ainda da “baixíssima” execução de emendas parlamentares e da falta de metas de médio e longo prazos. Reconhecendo alguns êxitos, como o funcionamento ininterrupto das delegacias de polícia, afirmou que “o conjunto da obra é ineficiente”. Grass salientou o aumento da desigualdade, gerando pobreza e miséria, e da violência contra a mulher. E criticou a sinalização de privatizações de empresas que classificou como “estratégicas”. Por fim, sugeriu que o governo invista em publicidade de utilidade pública.

 

Com informações da CLDF

28 de novembro de 2019