Empresários de eventos dizem que GDF faz vista grossa a ambulantes

Expotchê 2017, que acontece no Pavilhão do Parque da Cidade

O Sindicato das Empresas de Promoção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do DF (Sindeventos) divulgou uma nota de protesto nesta terça-feira (4) contra a operação de ambulantes nos arredores de feiras e congressos do Distrito Federal. O sindicato afirma que é “desastrada” a forma com que o governo de Brasília administra a cessão de espaços públicos para eventos. “O GDF faz vista grossa e indiretamente estimula a operação de ambulantes, livres de qualquer fiscalização, nos acessos a locais previamente alugados, a preços elevados, para realização desses eventos”, diz a nota.

boletim2De acordo com o presidente do sindicato, Francisco Maia, com o aval do governo de Brasília, ambulantes estão se instalando em frente a eventos, festas, feiras e congressos, e praticando uma concorrência desleal. São inúmeros os exemplos dessa situação “absurda”, de acordo com o sindicato. O mais recente vem ocorrendo na feira EXPOTCHÊ, que reúne cerca de 300 expositores e já faz parte do calendário oficial da cidade. “Cerca de 30 ambulantes se acotovelam à entrada do local, ocupando mini-espaços que lhes foram previamente alocados pela Secretaria de Cidades do GDF, sob o demagógico pretexto de ajudar desempregados”, denuncia a nota de protesto.

“Para alugar o espaço no Parque da Cidade, os produtores gastaram 3 milhões de reais. Além disso, cada expositor gasta com aluguel dentro da feira, além de gerar impostos e empregos diretos na cidade. Porém os ambulantes se aglomeram na frente do evento, sem pagar nenhum real para o governo e ofertam produtos que não passam por fiscalização e o GDF faz vista grossa para essa situação”, denuncia o presidente do Sindeventos, Francisco Maia. Segundo ele, o sindicato recebe várias reclamações desse gênero ao longo do ano. “Essa prática desmotiva as produtoras a trazerem grandes eventos para a cidade”, completa Maia.

Ainda de acordo com o Sindeventos, Brasília tem um enorme potencial turístico que, uma vez desenvolvido, poderia contribuir para redução substancial no crônico déficit de contas públicas da cidade. Entretanto, Maia destaca que o estímulo para esse crescimento só funcionará se forem oferecidas garantias mínimas de que investidores e empreendedores poderão atuar a salvo desses embaraços informais. Para ele, só dentro da formalidade será possível gerar os empregos e a receita tributária de que a cidade está urgentemente precisando.

Leia a nota na íntegra:

DESCASO, ARBITRARIEDADE E DEMAGOGIA

O SINDEVENTOS torna pública sua indignação pela forma desastrada com que o Governo do Distrito Federal administra a cessão de espaços públicos para eventos. O GDF faz vista grossa e indiretamente estimula a operação de ambulantes, livres de qualquer fiscalização, nos acessos a locais previamente alugados, a preços elevados, para realização desses eventos.

São inúmeros os exemplos desta situação absurda e que pode ser ilustrada mais recentemente pelo que está ocorrendo durante a Expotché, feira que anualmente traz à cidade expositores de todo o país, gerando, portanto, receita tributária e empregos verdadeiros. Não obstante o pesado aluguel pago, os expositores sofrem a concorrência desleal e predatória de cerca de 30 ambulantes que se acotovelam à entrada do local, ocupando mini-espaços que lhes foram previamente alocados pela Secretaria de Cidades do GDF, sob o demagógico pretexto de ajudar desempregados.

Quem alguma vez tenha frequentado eventos públicos de massa no Distrito Federal certamente experimentou o desconforto causado por esta prática desordenada, ao qual se alia frequentemente o risco à saúde pública, quando envolve também o comércio de comidas e bebidas. Contra este estado de coisas, o órgão fiscalizador do GDF, a Agefis, argumenta com a própria incapacidade em cumprir a contento as funções para as quais foi criada.

Brasília tem enorme potencial turístico que, uma vez desenvolvido, poderia contribuir para uma redução substancial no crônico déficit de suas contas públicas. O estímulo para este crescimento só funcionará porem se forem oferecidas garantias mínimas de que investidores e empreendedores poderão atuar a salvo destes embaraços informais, claramente ilegais. Até porque só dentro de formalidade será possível gerar os empregos e a receita tributária de que a cidade anda tão urgentemente necessitada.

Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do Distrito Federal

Fonte: Fecomércio

5 de julho de 2017