Enquanto candidatos correm, eleitor ainda nem acordou para a eleição de 2018

Por Rodrigo Antonio de Oliveira Souza

Em uma eleição as dimensões temporais costumam se misturar, presente, passado e futuro, fazem parte das estratégias de captação e decisão de voto.

De um lado, o candidato atento ao aqui e agora está fazendo contas, articulando, traçando planos, politicando e tentando construir candidaturas competitivas pensando em 2018.

Ou seja, para os postulantes a disputa começou. Somente para citar alguns exemplos. No Distrito Federal, Rolemberg provavelmente está calculando sua rejeição, contabilizando o desgaste de uma administração sem recursos, e vai tentar capitalizar votos em cima do tempo que ainda lhe resta, e das obras que serão entregues no fim do mandato. Se ele está no caminho certo, difícil saber.

Outro nome ventilado é o de Jorfran Frejat, excessivamente otimista com o quase resultado positivo da última eleição, ele espera renascer das cinzas, ser lembrado como aquele que poderia ter sido e ser ungindo ao poder por conta do passado. Está no páreo, principalmente porque em tempos de ficha suja ele, nas pesquisas realizadas, é sempre lembrado por ser ficha limpa.

O deputado Izalci Lucas é lembrado pelo já descaracterizado lápis que foi símbolo de sua campanha no passado. Deputado Federal, mas de pouca referência para os eleitores. Tornou-se presidente do PSDB no DF, um partido enfraquecido e desunido, o que torna sua candidatura frágil. Há a necessidade premente de construir alianças: o povo vota no candidato, mas fica de olho no ” com quem ele anda.”

Alírio Neto é outro nome aventado, mas nas pesquisas internas realizadas pelo instituto Opinião – informação estratégica. Alírio aparece ainda distante da população. Falta a ele dar elementos para que o eleitorado o avalie. Claro, ainda tem tempo.

Do outro lado a vossa excelência o eleitor. No momento ele está preocupado com sua vida, contas para pagar, menino para criar e desmotivado com o 2018.

Pouco se importa com as articulações dos políticos, mas valoriza bastante o futuro, o que será dele, de sua família, enfim, as perspectivas.

Este cenário demonstra o tremendo descompasso entre o candidato, que fora de campanha, mede suas chances olhando para o retrovisor e no momento tem pouco a oferecer para o futuro do cidadão. E o eleitor que decide seu voto, aprovando ou rejeitando o currículo do candidato, mas sempre com vistas para o horizonte.

9 de outubro de 2017