Fecomércio promove almoço com Doria para conhecer seu modelo de gestão pública

Por Adelmir Santana

Doria em Brasília

Junto com a Federação das Indústrias (Fibra) e o grupo Lide, a Fecomércio promoveu na quarta (28), em Brasília, um almoço com o prefeito de São Paulo, João Doria. O nosso intuito foi ouvir dessa liderança em ascensão quais são as melhores e inovadoras práticas na gestão pública de cidades. A palestra nos surpreendeu positivamente, tanto do ponto de vista da presença quanto do ponto de vista do conteúdo. Estiveram presentes em torno de 250 líderes empresais e políticos de renome na cidade, que saíram entusiasmados com o discurso empreendedor e corajoso que Doria apresenta.

Estado mínimo

O prefeito de São Paulo compartilha de um modelo de Estado que vem sendo defendido há anos por entidades como a Fecomércio. “O Estado menor é mais eficiente e menos corrupto. É preciso do Estado em saúde, educação, transporte e segurança pública”, disse Doria. É exatamente isso. Trazendo essa afirmação para realidade brasiliense, significa dizer que nós não precisamos de um Estado que seja dono de um centro de convenções, de um zoológico ou de um estádio de futebol. O que nós precisamos é que as áreas prioritárias funcionem de forma eficiente e a população tenha as suas necessidades mais básicas atendidas. Da mesma forma, um governo com dezenas de administrações regionais, secretarias de Estado e empresas públicas serve como terreno fértil para burocracia, politicagem e corrupção. Além de ser ineficiente e atrasado, obviamente.

Privatizações

Um dos caminhos para se reduzir o tamanho da máquina pública e ampliar a oferta de serviços está nas parcerias público-privadas e nas privatizações. Ao contrário de muitos políticos que fogem da palavra, o prefeito de São Paulo foi categórico. “Sempre achei importante a privatização, que ainda hoje é um mito. Há um temor de se falar desse tema: um Estado menor é mais eficiente e menos corrupto, mais atento às necessidades reais da população, essa é a realidade. Estado gordo e inchado tende a ser corrupto”, disse Doria, para em seguida afirmar que em agosto lançará um programa de desestatização de São Paulo, com três frentes: parcerias, parcerias publico-privadas e privatização. Não há porque ter medo de falar desse assunto. Vou além, cidadania se constrói com medidas que desoneram o governo e propiciam o investimento em infraestrutura e áreas prioritárias.

Bons exemplos

Importantes secretários de Estado do governo Rodrigo Rollemberg participaram do concorrido almoço com o prefeito de São Paulo, João Doria. Deputados federais e distritais também estiveram presentes na palestra. Foi uma presença muito positiva. O setor produtivo anseia que os programas bem sucedidos em outras partes do País possam ser aplicados também em Brasília, notadamente na gestão pública e nas áreas prioritárias para cidade.

Inovação na política

Doria também se apresenta como um empresário que faz política, mas que não compactua com conchavos ou toma lá da cá. Creio que tanto nacionalmente quanto localmente, o que nós precisamos é de pessoas honestas, corajosas e com capacidade de gestão, dispostas a romper com a velha política e inovar em suas administrações, apresentando resultados que já são realidade na iniciativa privada e que a população tanto deseja ver na gestão pública.

30 de junho de 2017