Final de ano com gasolina mais barata no DF

Na bomba e no bolso: consumidores têm opções mais baratas que a média no Distrito Federal.

O preço da gasolina foi dor de cabeça para os consumidores em 2018. Com a greve dos caminhoneiros, deflagrada em maio, catapultou o valor do combustível e instigou a população à busca pelo melhor negócio. No final do ano, os candangos poderão exorcizar o trauma com preços mais acessíveis para abastecer os veículos no capital.

Segundo o Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média do litro da gasolina no Distrito Federal, entre 9 e 15 de dezembro, ficou em R$ 4,206. Mas alguns postos de gasolina do DF contornam o viés de alta dos derivados de petróleo e ofertam gasolina, inclusive, abaixo dos quatro reais.

É o caso do posto Jade, 410 norte, onde é praticado o menor preço tabelado do DF, saindo o litro por R$ 3,99, índice 20 centavos mais barato que o valor médio na capital e entorno. Na QI 27 do Lago Sul, no Autoposto Peter Pan, cobra-se a gasolina mais cara dentre os postos pesquisados pela reguladora.

Longas filas pela gasolina promocional mais barata do DF, na 206 norte.

Quem não entrou na conta foram os postos Jarjour. Nas unidades das Asas Sul e Norte, a franquia estampa orgulhosamente o valor de R$ 3,90 por litro. A oferta é parte da promoção natalina lançada pela marca. Tanto que no levantamento da ANP a empresa oferta o litro da gasolina comum a R$ 4,07.

Paulo Tavares, presidente SINDICOMBUSTÍVEIS-DF, representante de varejistas do ramo, porém, alerta aos perigos embutidos nos preços baixos, sobretudo em postos “de bandeira branca”. “A qualidade da gasolina cai, pois eles compram de refinarias menores, ou mesmo clandestinas”, assegura o sindicalista.

Desacelerado

O mercado de combustíveis demitiu mais de três mil funcionários, dentre frentistas e gerentes, nos últimos anos. Em Brasília, cidade construída como espécie de homenagem ao automóvel, o consumo de combustível reduziu 20% apenas em 2018. De acordo com o sindicato, 70 postos de combustível no Distrito Federal romperam contrato com as fornecedoras e passaram a comprar em refinarias independentes.  

Quanto às promoções e diminuições nos valores cobrados, Paulo garante que a margem de lucro sequer cobre os gastos dos estabelecimentos. “Quem hoje vende abaixo de R$ 4 não tem lucro, vende a preço de custo. Atrai cliente, mas não lucra com isso”, afirma o presidente, que detém um posto de gasolina onde, antes, trabalhavam 14 pessoas. Hoje, são apenas quatro.

Por Olavo David Neto, sob supervisão. 

20 de dezembro de 2018