GDF garante cortes nos contratos sem demissões de servidores

Cortes: orçados em R$ 16 bilhões, contratos de serviços estão na mira do GDF. Foto: André Borges/Agência Brasília.

Movido pela determinação de Ibaneis Rocha (MDB) de cortar um quarto dos contratos em vigência com o Governo do Distrito Federal, o titular da Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), André Clemente, reuniu-se com distritais na última segunda-feira (14). Em pauta, um caminho para desfazer acordos sem acarretar em demissões.

Hoje, segundo o GDF, há R$ 16 bilhões contratados, montante visto com preocupação pelo novo governo. De acordo com o secretário, a ordem é reduzir “aquilo que tiver de gordura, o que tiver ineficiência”. Presente na reunião, Chico Vigilante (PT) comemorou o teor das conversas. “Não haverá demissões de vigilantes, trabalhadores de limpeza, copeiras e demais trabalhadores do Distrito Federal”, comentou o deputado. .

O petista emitiu nota na quinta-feira (10), na qual classificou como “covardia” o prazo de 90 dias dado pelo governador para a eliminação de contrato ou redução na ordem de 25% dos gastos de serviços terceirizados. “Uma coisa precisa ficar clara: redução de contratos de serviços terceirizados não significa a redução dos custos, mas, sim, de trabalhadores”, afirmou o ex-sindicalista no comunicado.

Mas André Clemente vai na linha oposta à declaração do petista na última semana. Segundo o gestor, não haverá rupturas em áreas de suma importância à atuação da unidade federativa. “Serviços continuados ou que comprometerem a continuidade do serviço público não poderão ser cortados”, garantiu Clemente.

Ainda de acordo com o secretário, “é uma preocupação do Executivo se esses cortes podem provocar demissões, porque o governo está preocupado com essa situação. Essa explicação que trouxemos aqui é porque o Legislativo e o Executivo estão andando de braços dados em benefício da cidade”.

Acompanharam a reunião o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Rafael Prudente (MDB), e os deputados Robério Negreiros (PSD), José Gomes (PSB) e Chico Vigilante (PT), todos preocupados com a revisão dos contratos.

 

Olavo David Neto
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15 de janeiro de 2019