GDF retoma projeto de rota cultural e turística na Vila Planalto

Plano de requalificação da Vila Planalto estava adormecido desde 2012, quando foi elaborado pela Secretaria de Obras

Berço da moradia de operários que trabalharam na construção de Brasília, a Vila Planalto vai passar por um processo de requalificação. É o que prevê um projeto retomado pela atual gestão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a partir do qual essa importante área do Plano Piloto vai ganhar obras de urbanização, drenagem, iluminação pública e sinalização turística e cultural.

O projeto da rota turístico-cultural está a cargo da Seduh, mas tem o selo característico da atual gestão: o trabalho integrado entre diferentes órgãos. Assim, serão envolvidas também as secretarias das Cidades (Secid), Cultura e Economia Criativa (Secec) e Turismo (Setur), além da Administração Regional do Plano Piloto, da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), da Companhia Energética de Brasília (CEB) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF). Nesta sexta-feira (14), titulares e representantes de governo estiveram na Vila para tratar do assunto e ouvir a comunidade.

A rota terá início e fim nos arredores da tradicional Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, um marco cultural e arquitetônico da Vila Planalto (imagem abaixo). Fundada em 2 de abril de 1959, a igreja foi o local escolhido para o encontro desta sexta-feira (14), quando foram apresentados os projetos urbanístico e de requalificação, ainda sem prazo e valores para execução.

O trajeto da rota turístico-cultural engloba ruas compartilhadas, com mais espaço e vez para pedestres, sinalização dos pontos turísticos, drenagem, preservação do conjunto tombado pelo patrimônio histórico, adequação de obras desconformes e edificações irregulares, qualificação dos espaços urbanos e desenvolvimento social e turístico.

Antes da capital: Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia vai fazer 61 anos em 2 de abril | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Para a coordenadora de projetos da Seduh, Anamaria de Aragão, tirar o projeto da gaveta é reviver as memórias da região. “É importante para a pessoa que venha visitar saber da história e dos marcos da Vila, que não tem mais identificação e precisam ser rememorados”, afirma. O plano de requalificação da Vila Planalto estava adormecido desde 2012, quando foi elaborado pela Secretaria de Obras.

Titular de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Leandro de Oliveira destacou a integração do GDF. “Mais importante é a demonstração de união dos órgãos de governo, empenhados em tirar projetos do papel e torná-los realidade. Uma engrenagem não funciona se todas as peças não estiverem alinhadas. É um projeto que pode parecer pouco diante de tudo que a Vila representa, mas é muito importante”, defende o secretário.

Moradora da Vila Planalto há 58 anos, Denise dos Santos é proprietária de um restaurante localizado em uma das principais vias do local. “Vai ser maravilhoso. A Vila estava precisando de uma iniciativa assim. Acredito que o movimento vai melhorar muito”, aposta.

Esperança que também é compartilhada pela moradora Leiliane Rebouças. “A gente torce para que esse projeto aconteça. Vimos muitas coisas durante esses 60 anos que nunca saíram do papel, mas temos esperança e confiança de que esse governo fará esse projeto”, vislumbra.

Secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues elogiou a iniciativa da comunidade local. “Parabenizo pela mobilização que fizeram nesse projeto. A Vila é uma joia encravada no Distrito Federal.

Diretor-presidente da Novacap, Candido Teles mostrou-se empolgado com a iniciativa. “É um marco. Morei na Vila Planalto na década de 1960. Foi nessa igreja que assisti à minha primeira missa. A Novacap é parceira, gostou do projeto. Vamos fazer esse trabalho, que é uma dívida do GDF com a Vila. É uma dívida e o governador Ibaneis Rocha vai pagar essa dívida”, assegura.

 

Com informações da Agência Brasília

14 de fevereiro de 2020


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