Homenagem a um grande marinheiro

O Iate Clube de Brasília promoveu, neste último fim de semana (18 e 19/11) a quinta edição da Taça Joaquim da Classe Snipe, regatas festivas em homenagem a Joaquim Silva, marinheiro dos bons e coordenador de comissões de regatas, durante 31 anos trabalhando no clube.

Por Rogério Sampaio

Várias gerações de velejadores brasilienses que aprenderam os segredos da vela e o prazer de disputar uma boa regata no lago Paranoá, com certeza conheceram Joaquim Silva, um moreno esguio, de poucas palavras, mas sabedoria e simpatia infinitas, que entendia tudo de vento e sabia montar uma raia como poucos. Além do Iate, sua experiência era aproveitada também pelos outros clubes de náutica que sempre o convidam para montar e chefiar as Comissões de Regata.

Joaquim Silva foi o segundo membro da família a enveredar pelo ramo da marinharia, na esteira do velho Rapity, seu pai, que hoje inclusive dá nome à principal lancha da CR do ICB, em outra justa homenagem.

Mas, se pensam que acabou por aí, estão muito enganados. Marcelo Silva, filho de Joaquim e neto de Rapity, assumiu o bastão e há 11 anos mantém a tradição da família no universo da náutica e das regatas também dentro do Iate Clube.

Honrando os ensinamentos e a tradição da família, em 2016, durante a Olimpíada do Rio de Janeiro, Marcelo Silva representou a vela candanga na comissão de regatas, como auxiliar de juria, um feito sem precedentes para Brasília.

21 de novembro de 2017