Pesquisa indica melhora na confiança do comércio do DF

Por Adelmir Santana

Por Adelmir Santana, presidente da Fecomércio – Desde fevereiro deste ano, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio do Distrito Federal, divulgado pela Federação do Comércio, vem apresentando sucessivas melhoras. No primeiro mês deste ano, a confiança dos comerciantes brasilienses estava abaixo da zona de 100 pontos. Significa que os empresários estavam pessimistas em relação ao futuro. O índice avalia itens como a condição atual da economia, a condição atual do setor, a condição da empresa, a expectativa para a economia e a expectativa para o comércio, entre outros. Esse indicador ajuda a medir o nível atual e futuro de propensão a investimentos por parte do empresariado. Números superiores a 100 indicam que os comerciantes estão acima da zona de indiferença e gradualmente satisfeitos ou otimistas com o rumo das condições econômicas do País. A boa notícia é que desde março de 2017 a confiança do empresário está acima de 100 pontos e, particularmente, neste mês de julho alcançou o melhor resultado do ano (107, 6 pontos) e o melhor desde dezembro de 2014.

Razões para o otimismo

Alguns motivos explicam por que a confiança do empresário do comércio brasiliense melhorou. Basicamente, as vendas estão mostrando um desempenho mais favorável este ano em comparação com o ano passado, a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS injetou uma boa quantia de dinheiro no comércio, as condições da economia estão melhores do que em 2016 e o governo tirou algumas reformas do papel que animaram o setor produtivo, como a reforma trabalhista e a terceirização.

Entrave

O acirramento da crise política continua sendo um dos principais fatores responsáveis por gerar incertezas e por impedir uma melhora representativa na confiança do comércio. O empresário, conforme demonstra a pesquisa, fica com receio de que os ajustes fiscais não se concretizem ou não saiam do papel na velocidade com que o governo promete. De qualquer forma, a retomada gradual das vendas no varejo e nas datas comemorativas indica que o desempenho do comércio em 2017 será melhor do que em 2016.

O que falta

A mãe de todas as reformas continua sendo a reforma política, talvez a mais necessária para o Brasil neste momento.

Uma nova ameaça

O aumento nos combustíveis pressionará os preços ainda mais e vai impactar fortemente o consumidor e os serviços. O comércio espera que o impacto não seja tão negativo. Fica um alerta.

27 de julho de 2017