Mudança ou continuidade: o que pensa o eleitor

Por Rodrigo Antonio de Oliveira Souza

Mudar o governo ou manter o status quo? Esta é uma pergunta frequentemente feita pelos contratantes de pesquisas políticas para embasar suas estratégias eleitorais.

De um modo geral, podemos afirmar que o desejo de mudança é a tônica e as pesquisas quantitativas comprovam: é elevado o número de pessoas que desejam mudança para o próximo pleito. Se a decisão for balizada apenas neste dado a consequência pode ser a derrota na eleição.

Acontece que a mudança precisa ser conceitualizada. Ou seja, que tipo de mudança a população está buscando? E este tipo de resposta normalmente é obtida na pesquisa qualitativa, e tem o poder de fazer a decisão mudar de patamar.

Normalmente a insatisfação é a gênese do desejo de mudança. Mas a insatisfação pode ser porque o político não cumpre o prometido, ou porque não administra com vistas ao desenvolvimento. Ou até mesmo porque o gestor está destruindo o que foi construído. Tudo isto suscita a ânsia por novos candidatos que direcionem a cidade para outro caminho.

De acordo com as pesquisas realizadas pelo grupo Opinião Política no cenário nacional a mudança significa colocar ordem no caos que se instalou ou mudar para retornar a um tempo áureo de bonança.

E quando a mudança significa apenas uma nova maneira de governar ou de rever as prioridades, é muito provável que o candidato da situação vença, pois, na visão do eleitor é mais fácil o governante alterar suas diretrizes que arriscar com um nome novo. Mas ai não é mudança, é continuidade!

Pois é, o senhor eleitor tem as suas próprias lógicas e para entendê-las as pesquisas e as combinações de suas metodologias estão aí para ajudar a contextualizar, entender, ler com profundidade e auxiliar o candidato a tomar decisões com a menor probabilidade de erro.

30 de outubro de 2017