O Brasil na Fita

Por Marcos Linhares

Em “O Brasil na fita”, Ricardo Molina não só relembra dezenas de episódios controversos que investigou como o faz botando o dedo (as digitais) nas feridas. Nada escapa ao seu olhar, que repassa um quarto de século – de 1992 a 2016, de Collor a Dilma, incluindo a análise inédita dos áudios da Lava-Jato –, ao mesmo tempo em que apresenta ao leitor, sem afetação, o que é ser (o que faz) um perito.

Sobre o livro, Molina escreveu para o Blog da editora que já fez laudos para todos os partidos políticos, cujos resultados, eventualmente, beneficiaram ou prejudicaram este ou aquele partido. “Meu critério não é nunca político, mas sempre técnico. O que é importante na avaliação preliminar de um caso (e isso é algo que sempre faço) é verificar a viabilidade técnica do que está sendo colocado como objetivo pericial. Não deve interessar ao perito incorporar critérios éticos ou de gosto pessoal em sua decisão quanto a aceitar o caso. O perito é apenas um técnico e não deve emitir juízo de valor (embora, infelizmente, muitos o façam)”, disse.

27 de junho de 2017