O segundo filho e a multiplicação do amor

Por Kelly Kareline Cordova

Neste mês meu caçula fez dois anos e me peguei lembrando o início da gestação. Naquela época ficava pensando em como eu seria capaz de amor outra pessoa da mesma forma que amava a Sofia.

Em meus pensamentos era praticamente impossível conciliar esse amor e já me sentia um pouco culpada por isso, pensando saque talvez não fosse amar tanto o segundo filho. Me recordo do final da gestação em um dia deitada com Sofia em sua cama, quase que uma despedida dessa maternidade “única”, me bateu uma dor no coração. Ao mesmo tempo feliz com a chegada de Fernando, que estava bem próxima, e aquela angústia e não saber como seria conciliar tudo isso.

A partir do nascimento do Fernando me deparei com esse milagre. O amor de mãe simplesmente se multiplica. Ver os meus filhos crescerem e brincarem juntos é o maior dos presentes que tenho. Cada um com sua fase e suas peculiaridades. Uma menina de 7 e um menino de 2. Hoje consigo entender que posso ter mais uma dúzia de filhos e o amor vai sim se multiplicar sim.

As comparações existem e talvez a maneira de dar atenção para um também pode ser diferente. O bebê que acaba de nascer no primeiro momento demanda mais atenção, mas o mais velho vive momentos de conflito e é muito importante tentar incluir em todas as atividades, para que ele não se sinta deixado totalmente de lado. Conforme vão crescendo, a interação aumenta e eles conseguem brincar juntos. E ver a cumplicidade (algumas brigas) e a diversão dos dois brincados é um grande afago ao coração de qualquer mãe. Apesar de cinco anos de diferença entre os dois, eles são super amigos e parceiros.

E você quantos filhos têm? Conta pra gente sua experiência.

28 de novembro de 2017