Paula Belmonte: Palocci prometeu voltar à CPI para contar tudo o que sabe

O ex-ministro Antonio Palocci frustrou os deputados da CPI do BNDES que esperavam ouvir dele os detalhes sobre operações que deixaram muitos prejuízos para a instituição. A oitiva estava marcada para a tarde desta quarta-feira, mas Palocci não falou. Ao sair da reunião, fechada aos parlamentares da CPI, a vice-presidente da comissão, deputada Paula Belmonte (Cidadania/DF), afirmou que ele prometeu voltar para contar tudo o que sabe.

Palocci disse aos deputados que gostaria de se pronunciar, mas teria que ficar em silêncio porque está esperando a homologação de um acordo de delação premiada no Ministério Público Federal. Segundo ele, recebeu orientação do MPF para não se pronunciar. “Ele disse que tinha decidido falar e que tinha feito algumas anotações, mas hoje recebeu um documento com a posição contrária da procuradora-geral da República”, disse.

Segundo a deputada, os parlamentares da comissão tentaram falar com Dodge, sem sucesso. A procuradora-geral da República estava viajando. “O ex-ministro é a espinha dorsal de um corpo que ainda tem cabeça, mas o processo era com ele”, definiu a deputada. Ela informou que os relatórios mostram que “tudo foi organizado para que determinadas empresas fossem favorecidas nos empréstimos do BNDES”.

Muitas questões no âmbito político e também do regulamento interno do BNDES e da Camex (Câmara de Comércio Exterior) foram modificadas para permitir a vitória dessas empresas. “Chegou ao ponto de, depois que Palocci saiu do ministério, foi contratado por bancos e pelas empresas chamadas campeãs nacionais na época para defender os interesses delas”, explicou Paula Belmonte.

 

Com informações da assessoria de imprensa da deputada federal Paula Belmonte

30 de maio de 2019


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