Peemedebistas e tucanos do DF adotam cautela como discurso

 

A bomba que atingiu a política nacional fez políticos brasilienses filiados ao PMDB e ao PSDB abrigar-se sob o manto da cautela. Alguns, do silêncio absoluto, caso do ex-vice-governador e presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli. Por meio da assessoria, Filipelli respondeu ao Extrapauta que não comentaria a crise deflagrada a partir da divulgação de parte da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores do grupo JBS.

O deputado Izalci Lucas, presidente regional do PSDB, disse que o importante é respeitar a constituição e que o partido está preocupado em garantir a estabilidade política do País. Lembrou que é cedo para fazer avaliações mais profundas , pois o conteúdo das gravações que balizaram o noticiário de ontem para hoje ainda não veio à tona.

Na Câmara Legislativa os políticos de PMDB e PSDB se arriscaram a falar um pouco mais. O peemedebista Welington Luiz admitiu que as denúncias contra Temer abalam a imagem do partido  porque “ele é uma referência dentro do PMDB”. Fez questão de ressaltar, entretanto, que “é prematuro fazer qualquer avaliação mais profunda, pois as investigações ainda têm etapas a serem concluídas”. Welington Luiz admitiu que se o conteúdo das gravações confirmar o que foi dito nas reportagens de ontem para hoje Temer “Não tem condição de permanecer”.

O também peemedebista Rafael  Prudente também considera que a imagem do partido poderá ser abalada, mas ressalta que “ainda é prematuro fazer um julgamento” porque a delação não veio à tona de forma completa. Quanto às condições de Temer continuar na Presidência,  Prudente faz justiça ao sobrenome:  “não sei, prefiro esperar mais um pouco para falar sobre isso”, respondeu laconicamente.

O único representante do PSDB na Câmara Legislativa, Robério Negreiros se declarou perplexo com a situação. “Acredito que o senador Aécio deve ser afastado da presidência do partido até para que possa exercer de modo tranquilo o direito a ampla defesa”. Negreiros defende que “o PSDB precisa ser conduzido por alguém que comungue com os ideais de ética e transparência que a sociedade espera de uma sigla tão importante para a democracia brasileira”.

18 de maio de 2017