Pesquisas para todos os gostos

As pesquisas quantitativas  sobre o cenário político brasiliense com vistas à eleição para governador no próximo ano ajudam muito pouco na construção de estratégias eleitorais. Os nomes postos até agora não conseguem mudanças significativas de posições a cada levantamento divulgado. E a novidade que os analistas apresentam, n a realidade, não é  novidade: não surgiu um nome que empolgue o eleitorado local.

O mais recente estudo foi divulgado no último  final de semana pelo Correio Braziliense. O universo de pesquisados – 1000 pessoas – não é dos mais significativos, mas o resultado é espantoso. De cada 10 eleitores, nove não pretendem votar em nenhum dos nomes apresentados.

Quem entende de construção de estratégias eleitorais tem orientado os potenciais candidatos a investirem mais em pesquisas quantitativas. Nesse tipo de trabalho se busca entender melhor a cabeça do eleitor, etapa essencial para a definição de um discurso para o candidato, tanto do ponto de vista político quanto, principalmente, de propostas a serem apresentadas  pelo candidato. O problema é que, por enquanto, o povo não quer ouvir saber de política – e de políticos.

13 de julho de 2017