Presidente do Metrô está com os dias contados

Divulgação/Metrô-DF

Escolha pessoal do governador Rodrigo Rollemberg, o presidente do Metrô, Marcelo Dourado, pode estar com os dias contados no cargo. O governador terá que entregar a cabeça do amigo para que a sua própria não fique mais exposta ainda ao desgaste junto à opinião pública local.

Ao não conseguir um desfecho favorável à greve dos metroviários que já chega a quase 30 dias, Marcelo Dourado mostra falta de comando junto a uma categoria que historicamente dá trabalho aos governantes. A gota d´água foi o quebra-quebra feito por usuários do metrô revoltados com a qualidade ainda pior do sistema desde que a greve foi iniciada e depois interrompida parcialmente por decisão da Justiça trabalhista.

Antigo quadro do PSB na Esplanada dos Ministérios, Marcelo Dourado se destacou no comando da Sudeco – indicado por Rollemberg – ao defender a reativação da linha férrea entre Luziânia e o DF. A intenção até podia ser boa, mas carecia de conhecimento técnico, pois especialistas argumentam que as especificações da ferrovia exigiriam uma atualização tão profunda que seria quase o mesmo que construir uma nova linha.

No início de seu governo Rollemberg apostou que o amigo defensor do transporte  ferroviário – e muito bom no contato com a imprensa – seria o ideal para dar uma nova cara ao metrô de Brasília, cuja paternidade sempre foi dividida entre os ex-governadores Roriz e Arruda.

Numa primeira fase até que Dourado conseguiu algumas estratégias de marketing que renderam ganhos à imagem do metrô e, por consequência, do governo local.  Mas ninguém se transporta numa campanha de marketing, e aí é que a lua-de-mel está se transformando em divórcio.

Rollemberg já procura um nome que tenha mais pulso para enfrentar os bem-organizados metroviários do DF, e ninguém se assuste se o governador resolver sacar uma arma que já intimidou a categoria em outras épocas: a privatização do sistema.

6 de dezembro de 2017


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