Reforma da Previdência será apresentada na segunda (7)

Com a Reforma, o ministro Paulo Guedes prevê crescimento pelos próximos 10 anos. Foto: Carl de Souza/AFP

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve apresentar a o projeto da Reforma da Previdência já na segunda-feira (7). As mudanças nas regras e nos cálculos da aposentadoria e do Seguro Social serão sugeridas pelo governo e devem ser votadas no Congresso ao fim do recesso parlamentar, em fevereiro.

Como desenhado nos últimos dias, trechos do texto defendido e apresentado pela gestão Michel Temer (MDB) serão reaproveitados pelo governo Bolsonaro na nova proposta.

O anúncio foi feito pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após a primeira reunião semanal entre o primeiro escalão de ministros e o presidente Jair Bolsonaro. A proposta será apresentada na próxima terça (8), quando se reúnem novamente, o projeto será oficializado.

Neste início de governo, a equipe de ministros se junta ao mandatário semanalmente. Onyx pregou cautela no trato entre Executivo e Legislativo. Assegurou que Bolsonaro não interferirá no Congresso – o presidente sequer endossará candidaturas às presidências das Casas Legislativas.

Foco

Logo em seu discurso de posse, Paulo Guedes deixou clara a importância da Reforma da Previdência para a nova gestão. Classificou o sistema atual como “fábrica de desigualdades” e “uma gigantesca engrenagem de transferências perversas”, içando a Previdência Social ao posto de “primeiro e maior” gasto público.

De acordo com o novo ministro, a Reforma é necessária para cimentar o crescimento do Brasil pelos próximos 10 anos. Para tal, pediu ajuda aos parlamentares para aprovar o novo projeto.

Os gastos públicos, outro alvo de Guedes, voltaram às críticas do ministro. Para ele, o “mal maior” da economia brasileira é o montante comprometido apenas para a manutenção da máquina estatal. “Experimentamos todas as disfunções financeiras em torno desse processo, como moratória e inflação. Agora, estamos respirando a sombra de uma tranquilidade, mas é uma falsa tranquilidade, da estagnação econômica”, declarou.

 

4 de janeiro de 2019


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