Secretário de Relações Internacionais foca nas exportações brasilienses

Tomada por órgãos públicos de norte a sul, a capital dá pouco espaço à iniciativa privada. Tanto que, das 27 unidades federativas, o DF ocupa a 23ª posição no ranking de exportações do país. O quadradinho contribui com apenas 0,1% dos produtos que deixam o Brasil. Em entrevista à Agência Brasília, o secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Pedro Rodrigues, partiu em defesa do empresariado candango.

Segundo o chefe da pasta, o objetivo da nova gestão do Buriti pretende abrir o mercado e atrair empresas e indústrias estrangeiras, além de ampliar os horizontes dos produtos feitos no DF. A meta para o empresariado local é alçar Brasília ao 15º lugar no ranking de exportações. O principal foco de estímulos empresariais será na área tecnológica, setor ocupado majoritariamente por jovens.

Para ele, o momento de expansão dos investimentos estrangeiros no país favorecerá aos brasilienses. “O Distrito Federal reúne boas condições para que uma parte substancial desses investimentos estrangeiros que estão crescendo no país – depois de alguns anos com uma certa diminuição –, cresça e se expanda, criando mais oportunidades de negócios, de empregos e outras atividades”, declarou o secretário.

Segundo o embaixador, empossado na pasta no início do mês, à Codeplan foi solicitado um quadro sobre o potencial exportador de Brasília, bem como os setores da economia candanga podem se expandir a outros países. O secretário da Juventude, Léo Bijós, também foi contatado para articular a pesquisa e a preparação dos jovens candangos a projetos de empreendedorismo.

Brasília tem grande parte das exportações ligadas ao agronegócio. Produtos primários, como soja, milho e trigo, além do frango lideram os índices de vendas da capital a mercados estrangeiros. Para Pedro, “isso é importante, mas frequentemente a gente ouve dizer que somos um polo de desenvolvimento tecnológico, que novas startups estão surgindo aqui e ali, e com uma capacidade de exportar produtos de maior valor adicionado”.

Preparar o empresário local

O secretário de Relações Internacionais também salientou que Brasília terá de apostar em ações conjuntas de diversos órgãos para impulsionar as exportações. Segundo ele, há parceira entre a Agência Brasileira de Exportações (Apex) e o Centro universitário de Brasília (CEUB) para treinamento do pequeno e médio empreendedor às vendas internacionais.

“Há muitas áreas que podem gerar um rápido resultado. Tem de trazer o Sebrae para ajudar nisso, criando grupos de produtos semelhantes. Às vezes se tem uma empresa pequena aqui mas não se sabe a demanda que ela pode ter no mercado internacional. Tem produtos em Brasília que bem explorados e com conhecimento dos mecanismos de mercado podem transformar iniciativas pequenas em empreendimentos maiores, que tragam mais retorno para a cidade e para quem os produz”, finalizou Pedro.

 

28 de janeiro de 2019