Sedentarismo e obesidade

Por André Pontes

Analisando algumas estatísticas de 2017, uma luz de alerta acendeu na minha frente: a obesidade no Brasil aumentou 60% em apenas dez anos. A maioria das pessoas que lê uma notícia como essa interpreta somente como mais um dado estatístico. Vamos tentar de outra forma então: pare, respire fundo e pense! A obesidade atinge mais da metade dos brasileiros, e quase 2 em cada 10 de forma grave. Esses ‘números’ vêm sempre acompanhados de diabetes, problemas cardiovasculares e, frequentemente, de diversos tipos de câncer. É preciso criar consciência – pare, respire, pense! O que hoje é só mais um número em uma notícia, pode se traduzir em dor e sofrimento para sua família. Saia do automático. A pior doença não é a que te mata rápido, é a que te mata sem que você perceba. Acorde antes que você se torne parte da estatística.

Existe um lado bom nisso tudo: a solução para esse tipo de problema não é tão complicada, especialmente se praticar atividades físicas e se alimentar satisfatoriamente já forem hábitos diários. Por outro lado, o que é simples de fazer, também é simples de não fazer. Já é quase um jargão ficar repetindo “suba de escada, beba mais água, vá à pé até a padaria, etc”. São frases tão batidas que já não entram na nossa cabeça. Então, mais uma vez, pare! Respire! Pense! Isso é importante e você precisa tornar parte da sua vida. Mexa-se!

Promova também outras mudanças importantes. Sabe aquelas comidinhas cheias de gordura, açúcar e sal, superprocessadas e entupidas de aditivos químicos que você escolhe por serem mais práticas, saborosas, baratas e rápidas? Modere. Mas modere de verdade! Se não o fizer por você mesmo, faça por aquelas pessoas que vão sentir sua falta quando você se for. Livre-se daqueles pequenos hábitos que, repetidos ao longo de dias, anos ou décadas trazem consequências enormes. E fique atento: são os seus hábitos que influenciam crianças e idosos ao seu redor. Pare, respire, pense… Mas a partir de agora, faça algo! Mexa-se!

As estatísticas também mostram que a idade de maior crescimento da obesidade é a faixa de 25 a 44 anos. Não por coincidência, é a idade mais produtiva das pessoas economicamente ativas. Impossível ignorar o escritor irlandês George Bernard Shaw, que escreveu no século XIX: “o homem passa metade da vida gastando saúde para ganhar dinheiro e a outra metade gastando dinheiro para comprar saúde.” Jogue a desculpa da falta de tempo para escanteio ou daqui a pouco tempo você não poderá usar mais nenhuma desculpa – seu corpo vai parar de qualquer jeito.

Dica: você não elimina um hábito, você o substitui por outro. Abandonar o hábito da má alimentação e do sedentarismo exige que você entre em ação exatamente no sentido contrário. Então pare! Mude sua cabeça – pense! Entre em ação – mexa-se!

Obesidade é uma doença e tem cura. Sedentarismo é uma opção de vida e também “tem cura”. Se quiser potencializar e acelerar seus resultados, procure um profissional especializado. Um salve aos colegas nutricionistas e educadores físicos pelo seu dia e pela missão de vida que se torna um trabalho: melhorar a vida e a saúde das pessoas.

Seja o seu melhor. Mens sana in corpore sano. Até a próxima!

1 de setembro de 2017