TCB poderá ter sistema exclusivo para cadeirantes

Giórgia Plauto

Outrora uma das protagonistas do transporte público no DF, a TCB vive anos sombrios e hoje opera míseras 12 linhas, na área central de Brasília e em comunidades rurais. Recém-chegado à cadeira de presidente da empresa pública de transporte coletivo do DF, o engenheiro André Brandão quer, literalmente, que a TCB trafegue por novos caminhos.

Sem abrir mão do pequeno quinhão de linhas de ônibus, a ideia é colocar a TCB para prestar um serviço de transporte de pessoas com deficiência física que precisem se deslocar para atendimento médico. Inspirado em um modelo já existente no município de São Paulo batizado de Atende SP, André Brandão até já escolheu o nome da versão brasiliense, que se chamará Mais Acessível.

Todos os estudos para a implantação do Mais Acessível já estão prontos e na mesa do governador Rodrigo Rollemberg. Caso embarque na ideia, Rollemberg deverá assinar um decreto criando o programa e autorizando a TCB a realizar a licitação para a escolha da empresa que irá prestar o serviço. À TCB caberá a gestão e a fiscalização do Mais Acessível.

Pelos cálculos iniciais de André Brandão, o serviço deverá ter inicialmente entre 20 e 40 vans, devidamente adaptadas para a clientela que irá servir e também com espaço para pelo menos duas cadeiras de rodas. A estimativa é de que , com o número mínimo de veículos o serviço custe aproximadamente 500 mil reais por mês. “Temos que fortalecer o papel social da TCB”, argumenta André Brandão, que depois de uma passagem bem-sucedida pela Administração do Guará quer deixar sua marca também na TCB, empresa que com essa nova atribuição poderá retomar algum protagonismo na cena pública brasiliense.

20 de dezembro de 2017