Terras dominam pauta de distritais e fazem Rollemberg sonhar com reeleição

Depois de quase um mês de folga, os deputados distritais retornam ao trabalho nesta terça-feira, 1º. de agosto. A questão das terras do DF será novamente o destaque na pauta da Câmara Legislativa. São dois grandes assuntos desse tema. O primeiro a votação da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS). A LUOS desperta grande interesse do setor produtivo brasiliense, já que a partir dela é que serão definidas novas destinações de áreas de desenvolvimento econômico. Com a grande evasão de empresas ocorrida nos últimos anos, a LUOS poderá ajudar o governador Rollemberg a atrair novas empresas para o DF.

A recente aprovação pelo Congresso da Lei que volta a permitir que o Distrito Federal ofereça incentivo fiscal para as empresas também será outro mecanismo a favor de Rollemberg. “O governador nunca se esforçou para aprovar esta Lei.  Fizemos diversas audiências públicas na Câmara e ele não compareceu. Esperamos que pelo menos agora ela saiba usar os benefícios que conseguimos para atrair novas empresas para o DF”, cutuca  o deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).

Se com a LUOS e a Lei aprovada no Congresso Rollemberg terá a chance de se redimir com o setor produtivo, a segunda matéria de destaque na volta da Câmara Legislativa poderá servir para  o governador garimpar votos nas classes mais baixas. A votação das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) é o ponto de partida para a criação de novas áreas habitacionais. A expectativa do governo é criar mais de 21 mil lotes para habitações populares, que o governador pretende distribuir antes do início do período eleitoral.  Mesmo amargando altos índices de impopularidade, Rollemberg busca caminhos que viabilizem a tentativa de reeleição no ano que vem.

31 de julho de 2017


1 Comentário

  1. É lamentavel como este governo está conduzindo a LUOS. Em plena crise hídrica, o GDF ignora que esse instrumento é desdobramento do PDOTDF da “caixa de pandora”, que atendeu os interessesdo setor imobiliário e desconheceu o interesse público. Diante disso, o ZONEAMENTO ECONÔMICO /ECOLÓGICO, previsto na Lei Orgânica do DF viria corrigir essa distirção e recolocar o uso do solo em bases técnicas, científicas com apoio
    Da sociedade civil. Por isso mesmo, o ZEE deveria ser elaborado e aprovado ANTES da LUOS, como até o MPDFT já Recomendou. O GDF IGNORA ISSO TUDO… a vontade da Sociedade e a Recomendação do MPDFT ( item 39).

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