Terrorismo e publicidade confusa na campanha política do DF

Se precisar de uma campanha publicitária desastrada, que crie terrorismo no meio político e por fim não explique a que veio, pode recorrer a uma que, semana passada, emporcalhou diversas regiões administrativas do DF – especialmente o Plano Piloto – sob o título E Agora, Rodrigo?

Inicialmente alheia à campanha, a mídia convencional chegou a virar seu foco para a mensagem estampada em cartazes , faixas e banners. A primeira suspeita foi de que se tratava de uma ação do próprio partido do governador, o PSB, que estaria levantando a bola para Rollemberg chutar. Mas, se foi, desistiram no meio do caminho, talvez pelo fato de que seria um contrassenso os aliados do governador sujarem a cidade.

Alguns grupos políticos adversários de Rollemberg também suspeitaram ser uma articulação de apoiadores do governador, mas não chegaram a conclusão nenhuma. Por último, a CUT e o Sindicato dos Professores pegaram carona na pergunta E Agora Rodrigo? e também espalharam cartazes pela cidade, desta feita questionando uma série de problemas vividos pelo DF atualmente, como a crise na saúde, na segurança e no abastecimento de água. Mas os líderes sindicais não deixaram claro se a primeira fase da campanha – com a pergunta E Agora Rodrigo? foi uma iniciativa deles.

No meio desse bombardeio de comunicação aleatório e sem paternidade, o brasiliense reviveu cenários de campanhas de mais de dez anos atrás, quando os candidatos emporcalhavam pontos de ônibus, postes e tudo o mais que encontrassem pela frente e conseguissem grudar suas fotos. Mal comparando, o que aconteceu semana passada foi um atentado terrorista contra a cidade, só que até agora não apareceu um Hezbollah para assumir a ação.

28 de novembro de 2017