Transporte público: novos preços começam a valer; veja os valores

O reajuste foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal na última sexta-feira (10/1)
Os brasilienses vão arcar com um acréscimo de 10% nas passagens de todos os percursos de ônibus e metrô a partir desta segunda-feira (13/1). O reajuste foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal na última sexta-feira. Todas as 826 linhas de ônibus, incluindo circulares internas (141), curtas (273) e longas/integração (412), passarão pelo reajuste de preços que variam de R$ 2,75 a R$ 5,50.
Para a diarista Silvia Moraes, 48 anos, o aumento na tarifa vai pesar muito no orçamento do mês. Moradora do Itapoã, ela gasta do próprio bolso o dinheiro para chegar ao trabalho. “Para quem ganha um salário mínimo, R$ 0,50 faz toda a diferença. Deveria é aumentar a frota e a qualidade dos ônibus”, reclama.
A professora Riveria Pereira da Silva, 35, também está descontente. “É um absurdo. Os ônibus demoram muito para passar e, em alguns horários, nem passam. Nos últimos anos, a situação só piora, e, agora, querem aumentar o valor por um serviço que não nos atende bem”, critica. Moradora de Ceilândia, ela gasta, em média, R$ 200 para ir e vir utilizando os coletivos. Com os novos preços, o custo pode chegar a R$ 250. Para Larissa Lima, 23, circular no DF com transporte público é um desafio. “Ajuda um pouco com a integração, mas, se não tivesse, sairia ainda mais caro”, pondera a cozinheira, que vive no Riacho Fundo II.
O governo local alega que a medida é necessária para equilibrar as contas e manter o sistema em pleno funcionamento. Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, a dívida do GDF com as empresas de ônibus chega a R$ 247 milhões. Somente em 2019, o subsídio chegou a mais de R$ 700 milhões, de acordo com a pasta. Os valores incluem, além da tarifa técnica, a gratuidade (pessoas com deficiência e estudantes). “Infelizmente, o reajuste é colocado no contrato para ser utilizada toda a parte de acréscimo de preços, de pneu a combustível. Isso é contratual e precisa ser incorporado”, diz Casimiro.
O governo garante que não haverá alterações no programa Passe Livre Estudantil e promete implementar melhorias no sistema, como a substituição e a ampliação da frota. Em 2019, de acordo com a secretaria de Transporte e Mobilidade, cerca de 244,4 mil usuários utilizavam o benefício da gratuidade a estudantes.

Protesto

O Movimento Passe Livre (MPL) organiza uma manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus na capital federal. O protesto está marcado para esta terça-feira (14/1), às 18h, na Praça do Índio (703/704 Sul). No Facebook, o evento contava com 730 confirmados e mais de 1,5 mil interessados até o fechamento desta edição.
O último reajuste nas passagens de ônibus em Brasília ocorreu em 2017. As tarifas nas linhas internas subiram de R$ 2,25 para R$ 2,50 (nas de ligação curta), de R$ 3 para R$ 3,50 (circulares) e de R$ 4 para R$ 5 nas viagens de longa distância, integração e metrô.

EPTG

Também nesta segunda-feira, começam a circular os 160 novos ônibus, com portas dos dois lados, na faixa exclusiva da Estrada Parque Taguatinga (EPTG). Os passageiros continuarão embarcando nos abrigos do canteiro central, mas devem observar o lado em que os ônibus vão passar. No local, também circularão 11 linhas semiexpressas com veículos com porta apenas do lado direito, uma vez que não desembarcam passageiros ao longo da via.
Com a chegada da nova frota, a faixa reversa na EPTG deixa de existir. Adotada em 18 de março de 2019, a operação permitiu o trânsito dos coletivos na faixa da via inversa, nos horários de pico: das 6h às 9h (sentido Taguatinga-Plano Piloto) e das 17h30 às 19h45 (sentido Plano Piloto-Taguatinga) nos dias úteis.

Valores

• Circular interno: R$ 2,75
• Ligações curtas: R$ 3,85
• Metrô, ligações longas e integração: R$ 5,50
13 de janeiro de 2020


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