Três maneiras de evitar a osteosporose

Por Dr. Gustavo Francklin

A osteoporose é uma doença do sistema esquelético caracterizada por diminuição da massa óssea que aumenta o risco de fraturas. As lesões relacionadas a osteoporose são consideradas uma epidemia global e as estatísticas demonstram que acontecem no mundo, a cada ano, cerca de 9 milhões de fraturas relacionadas a essa condição.

As fraturas de quadril são bastante temidas, pois estão associadas à perda de independência, dor crônica, necessidade de reabilitação e maior mortalidade. No Brasil ocorrem cerca de 121.700 fraturas de quadril ao ano. Com o envelhecimento da sociedade, projeta-se um aumento significativo desse tipo de fratura nas próximas décadas. As mulheres são mais acometidas que os homens em qualquer idade, particularmente após a menopausa.

São considerados fatores de risco para fraturas osteoporóticas a história familiar de fratura de quadril, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e magreza. Existem também medicamentos que podem favorecer a osteoporose como uso de glicocorticoides, por exemplo.

A osteoporose pode ser considerada uma doença silenciosa, pois muitas pessoas podem ter a doença e até mesmo apresentar fraturas vertebrais assintomáticas. O diagnóstico surge quando já existe um quadro avançado associado à dor crônica ou quando apresentam fraturas graves, como as de quadril.

Assim, a prevenção é sempre o melhor caminho a ser seguido. Alguns hábitos de vida são extremamente importantes para ter ossos fortes:

  1. Consumo adequado de cálcio: o mineral é fundamental para a formação e manutenção da massa óssea. Um adulto deve consumir cerca de 1000 mg de cálcio por dia, o que corresponde a 3-4 porções de derivados lácteos ao dia. Mas é importante destacar que as necessidades variam com a idade (adolescentes e idosos necessitam doses maiores) e mulheres grávidas ou amamentando também devem consumir mais cálcio. A principal fonte de cálcio na dieta é o leite e seus derivados, como o iogurte e queijos. Ele também está presente em vegetais como espinafre, agrião, brócolis e couve.
  2. Exposição solar: a vitamina D é sintetizada na pele por ação dos raios solares ultravioleta e sofre transformações no fígado e rins para tornar-se ativa. Uma exposição de pelo menos 20 minutos ao dia pode melhorar os estoques da vitamina D, que é um hormônio fundamental para a formação óssea além de facilitar a absorção do cálcio pelo intestino.
  3. Atividade física: uma das coisas que estimula a formação óssea é a carga sobre o esqueleto. Assim atividade física é muito importante na prevenção da doença. O programa ideal deve incluir exercícios aeróbios de baixo impacto, como caminhada, além de exercícios de fortalecimento muscular. Uma boa massa muscular reduz fragilidade e diminui quedas, reduzindo o risco de fraturas.
5 de novembro de 2018